Um galpão passante de madeira aparente, girado 13,5° em relação à divisa para acompanhar o mesmo alinhamento da casa e da piscina: a varanda do fundo aponta para o espelho d'água na diagonal da ala longa. Portas de celeiro só nas duas empenas — a da frente, que recebe a alameda, e a do fundo, sob a varanda. As faces longas são de tijolo cheio, sem nenhuma esquadria de vidro: a luz entra pelo lanternim de 30 m e por uma faixa de janelas altas.
O galpão acompanha o mesmo alinhamento da casa e da piscina: seu eixo longo segue a diagonal que liga a ala longa ao espelho d'água, girado 13,5° em relação à divisa — o mesmo ângulo da sua marcação. Ele nasce sobre a horta e a alameda existente termina exatamente na porta da frente.
FRENTE — PORTA DE CELEIRO
Vão de 5,00 × 4,60 m com duas folhas de celeiro correndo por fora, sem vidro. A alameda existente termina no pátio de chegada, em frente a ela.
FUNDO — PORTA DE CELEIRO SOB A VARANDA
O segundo vão de 5,00 m fica embaixo da varanda, com 3,20 m de altura. Abertas as duas, o galpão vira passagem: entra pela frente, sai para a piscina.
FACES LONGAS — TIJOLO CHEIO
Nenhuma abertura de carro nas laterais, nem para o vizinho nem para o jardim: só uma faixa de janelas altas a +4,40 m. Por dentro, o passadiço de armários corre na face da divisa.
VARANDA — EIXO DA PISCINA
Varanda de 3 m e terraço do mezanino apontando para a piscina na mesma diagonal da casa. Do mezanino, uma porta de 1,20 m abre direto no terraço, ao lado da cozinha — a churrasqueira fica ali fora.
Recuos aproximados: 12 m da divisa norte no canto oeste, 6 m da ponta do beiral da ala da casa, 20 m da varanda à borda da piscina. Cotas lidas proporcionalmente sobre a foto do lote de 50 × 100 m — a confirmar em levantamento topográfico.
02 · Modelo tridimensional
ARRASTE PARA GIRAR · SCROLL PARA APROXIMAR · ⤢ AMPLIA
Volumetria de estudo com materiais PBR (pintura automotiva com verniz, vidro, inox escovado e tecidos): madeira aparente, base e empenas em tijolo à vista como a casa, telha cerâmica, esquadrias de ferro preto. Sem mobiliário fino nem vegetação — é maquete de partido, não render final.
03 · Planta do térreo
ESC. 1:100 · COTAS EM METROS
1Fossa de manutenção 0,90 × 4,40 × 1,50 m dentro da vaga 05, a 45° como o carro — tampas removíveis, sem ocupar vaga
2Apêndice de 2,30 × 2,20 m no lado do jardim, só para o furo Ø 1,50 m do tubo — fora da faixa livre entre as duas portas de celeiro
3Bancada de 9 m na face da divisa, com painel de ferramentas, tomadas e ar comprimido a cada 3 m
4Aspiração industrial com mangueira flexível única de 9 m em carretel no teto, que alcança qualquer máquina ou a bancada; só o tronco curto até a divisa é rígido. Ciclone e compressor num abrigo externo
5Tubo de descida de latão Ø 110 mm do piso da garagem ao madeiramento do telhado, atravessando o furo do mezanino
6Elevador de duas colunas 4 t instalado dentro da vaga 06, a 45°; ponte rolante 2 t corre acima de toda a nave
7Bancada de lavagem de 1,80 m junto à cisterna no pátio, com torneira de alta pressão (água de reúso) e ponto de água quente para detalhamento dos carros
8Dois extintores de PQS/CO₂ na parede da divisa (junto às vagas 02 e 05) e um kit de primeiros socorros fixado ao lado da bancada de ferramentas
04 · Corte transversal AA
ESC. 1:75
05 · Corte longitudinal BB
ESC. 1:150 · VISTA PARA A FACE DA DIVISA
06 · Mezanino e passadiço · +3,60
ESC. 1:100
07 · Fachadas frente e fundo
ESC. 1:75
FRENTE — CHEGADA DA ALAMEDA
FUNDO — VARANDA / EIXO DA PISCINA
08 · Fachada lateral
ESC. 1:150 · IDÊNTICA NOS DOIS LADOS
09 · Materiais e sistemas
ESPECIFICAÇÃO PRELIMINAR
ESTRUTURA
Pórticos de madeira laminada colada a cada 2,95 m — pilares 24 × 42 cm, linha 20 × 34 cm, tesoura com pendural e escoras aparentes. Bases metálicas afastadas 5 cm do piso.
COBERTURA
Telha cerâmica sobre subcobertura e ripamento aparente, i = 25%. Lanternim contínuo de 30 m com caixilho de ferro pivotante para exaustão do ar quente.
VEDAÇÃO
Tijolo aparente maciço nas duas faces longas e nas empenas, assentado em amarração comum, na mesma cor e junta da casa existente.
ESQUADRIAS
Duas portas de celeiro em madeira escura sobre trilho de aço aparente: 5,00 × 4,60 m na frente, 5,00 × 3,20 m no fundo. Oito janelas altas de ferro pintado preto, 2,10 × 0,90 m.
PISO
Concreto polido 20 cm com malha dupla e junta serrada na malha dos pórticos; reforço local de 25 cm sob o elevador. Caimento de 0,5 % para canaleta na face da divisa.
MEZANINO
Laje seca sobre vigamento de madeira, piso de tábua larga, inteira e sem furos; o tubo de latão Ø 110 mm desce por um apêndice em balanço de 2,30 × 2,20 m encostado na face do jardim, fora da pista de passagem. Escada de aço em L, dois lances de 8 degraus com patamar, ambos rente às paredes. Sob o mezanino, a marcenaria: três máquinas antigas de ferro fundido, bancada de 2,60 m com morsa encostada na divisa sob painel de ferramentas, cantoneiras de 5,60 m em três níveis altos (+2,15 / +2,65 / +3,15), parafusadas nas colunas da divisa acima das bancadas, e aspiração industrial com mangueira flexível de 9 m em carretel no teto, de longo alcance, que atende qualquer uma das três máquinas ou a bancada — o único trecho rígido é o tronco Ø 220 que sai para a divisa. Ciclone, tambor de resíduo e compressor de pistão ficam num abrigo de tijolo do lado de fora, na divisa. Mezanino em três zonas: sala de TV de 0,95 m junto à descida de incêndio, office na borda voltado para a oficina, com frente fechada e computador simulador de corrida com três telas ao lado do office e cozinha ao lado da porta de 1,20 m para o terraço — churrasqueira de tijolo já do lado de fora, na varanda, com mesa quadrada de 1,10 m para quatro e uma rede de deitar armada entre as colunas. Escada de aço com degraus de chapa xadrez.
MOVIMENTAÇÃO
Ponte rolante monoviga 2 t, vão 8,80 m, curso 17,70 m (parando antes do tubo de descida), trilhos a +5,60 m sobre consolos de aço nos pilares. Elevador de duas colunas 4 t na vaga 06 e fossa de 0,90 × 4,40 × 1,50 m na vaga 05 — ambos dentro das vagas.
INSTALAÇÕES
Compressor em abrigo externo encostado na face da divisa, com rede de ar comprimido entrando pela parede e tomada a cada 3 m. Iluminação linear suspensa nas linhas dos pórticos, tomadas 220 V e 380 V.
ARMAZENAGEM
Passadiço de 1,20 m a +3,60 m em toda a face da divisa, com 7 módulos de armário alto de 2,63 m entre as colunas, alternando portas duplas e prateleiras abertas. Guarda-corpo de ferro aberto na boca do apêndice e em toda a faixa do passadiço — nenhuma passagem bloqueada.
Estudo preliminar de partido: dimensões, níveis e sistemas servem para decidir o projeto, não para execução. Antes do projeto executivo é preciso levantamento topográfico, sondagem, cálculo estrutural da madeira e do trilho da ponte rolante, e verificação dos recuos e da taxa de ocupação junto à prefeitura.
10 · Estudo de insolação
INDAIATUBA · SP · LAT. 23°05' S
FRENTE · ONO 300°
A porta de celeiro principal recebe o sol de fim de tarde no verão, quase de frente, entre 15h e 18h30. O beiral de 0,90 m não resolve: vale um beiral de 1,60 m sobre a porta ou um pergolado de madeira no pátio de chegada — que também sombreia a área de lavagem.
VARANDA · ESE 120°
Orientação excelente para o uso pretendido: sol da manhã até cerca de 11h e sombra o resto do dia, com a piscina à frente. Café da manhã e churrasco à tarde sem sol na cara — foi a face certa para a varanda.
DIVISA · NNE 30°
Face mais insolada do ano inteiro. As quatro janelas altas a +4,40 trazem o sol de inverno até o centro da nave, iluminando as bancadas da marcenaria sem ofuscar quem trabalha. No verão o sol a 90° é barrado pelo beiral. É também a face certa para o abrigo do compressor e para eventuais placas fotovoltaicas na água de telhado voltada a NNE.
JARDIM · SSO 210°
Face fresca: só recebe sol rasante no fim das tardes de verão. Luz difusa e constante, ideal para o apêndice do tubo de descida, a copa do mezanino e a bancada de pintura, se houver. Nenhum sombreamento extra necessário.
LANTERNIM · O ELEMENTO DECISIVO
Com o galpão girado 13,5°, as duas faces do lanternim olham para NNE e SSO — a melhor combinação possível. A face NNE recebe o sol baixo de inverno (43° de altura, 48° aparentes no plano do corte), que atravessa a nave e alcança a parede oposta a +2,10 m: no inverno o interior fica banhado de luz, com o madeiramento inteiro iluminado de raspão. No verão, o sol de meio-dia a 90° — praticamente no zênite de Indaiatuba — entra em faixa estreita junto à cumeeira e não atinge as janelas altas, enquanto as bandeiras pivotantes puxam o ar quente para fora por efeito chaminé. Nenhum brise é necessário no lanternim; se quiser reduzir o ganho de verão, basta vidro de baixa emissividade na face SSO.
NORTE ADOTADO CONFORME SUA MARCAÇÃO NO GOOGLE MAPS: A FRENTE DO GALPÃO OLHA PARA ONO (≈300°) E A VARANDA PARA ESE (≈120°) LATITUDE DE INDAIATUBA · SP: 23°05' S · 47°13' O — ALTURAS SOLARES CALCULADAS PARA ESTA LATITUDE
11 · Elétrica, iluminação e ar comprimido
ESC. 1:100 · ESTUDO PRELIMINAR
ELÉTRICA
Entrada trifásica 380/220 V com QGBT junto à porta da frente, na face da divisa, e quadro de comando ao lado para ponte rolante, elevador e aspiração. Eletrocalha perfurada 100 × 50 aparente a +2,85 m nas duas faces longas, com descidas em tubo à vista até as tomadas — tudo visível e ampliável. Tomadas 2P+T 20 A a cada 3 m em ambas as faces (18 no total) e cinco tomadas trifásicas: uma para cada máquina de marcenaria, uma para o elevador e uma junto à porta da frente para solda. Circuito dedicado 32 A para o carregador de veículo elétrico, com disjuntor DR próprio.
ILUMINAÇÃO
Quatro cenas independentes. Trabalho: luminárias lineares LED de 1,50 m e 4 000 K suspensas nas linhas dos pórticos, 18 peças, cobrindo vagas e bancadas com 500 lux. Circulação: quatro pendentes industriais no eixo da nave. Cênica: 22 uplights de piso a 2 700 K rasgando os pilares e as tesouras de baixo para cima — é a cena da versão noturna do render. Mezanino: circuito próprio com dimmer, arandelas no lounge e fita embutida sob os armários da cozinha.
AR COMPRIMIDO
Compressor de pistão no abrigo externo da divisa, com tronco de aço Ø 1" aparente a +3,05 m ao longo de toda a face da divisa, caimento de 1 % e dreno no ponto baixo junto ao fundo. Nove pontos com engate rápido a +1,20 m, um a cada 3 m, mais dois carretéis suspensos a +5,15 m sobre as vagas 02 e 04 — alcançam qualquer carro sem mangueira no chão. Filtro e lubrificador na saída do abrigo.
RECARGA VE, CFTV E AUTOMAÇÃO
Carregador de veículo elétrico tipo 2, 22 kW, fixado na parede junto à vaga 01, com eletroduto embutido até o QGBT. CFTV com 6 câmeras IP (duas portas de celeiro, pátio, fundo/varanda, mezanino e interna geral), NVR no quadro de comando e visualização por app. As duas portas de celeiro recebem motor de correr com trava elétrica, controle remoto e botoeira interna — abertura e fechamento automatizados sem esforço manual.
NO RENDER, O BOTÃO ⚡ INSTALAÇÕES MOSTRA E OCULTA ESTA CAMADA EM TRÊS DIMENSÕES
12 · Quadro de áreas
MEDIDAS EXTERNAS · ESTUDO PRELIMINAR
PAVIMENTO / SETOR
DIMENSÃO
ÁREA
Térreo — nave, oficina e serviços
10,00 × 26,75
267,50 m²
Térreo — varanda coberta do fundo
10,00 × 3,25
32,50 m²
Mezanino — lounge e escritório
10,00 × 5,90 − furo
57,20 m²
Mezanino — terraço sobre a varanda
10,00 × 3,25
32,50 m²
Passadiço de armários (+3,60)
1,20 × 20,65
24,80 m²
Área total construída
414,50 m²
PROJEÇÃO NO TERRENO
300,00 m²
6,0 % do lote de 5.000 m²
ÁREA DE COBERTURA
344,00 m²
telhado com beirais, i = 25 %
COMO USAR O ARQUIVO BAIXADO
O .zip tem um HTML e um .js porque o modelo 3D é um programa que roda no seu navegador. Você não precisa de servidor — precisa apenas manter os arquivos juntos.
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Me peça uma versão standalone: eu junto tudo — 3D, imagens e desenhos — num único HTML que você manda por e-mail ou WhatsApp e a pessoa abre com duplo clique.
PARA O ARQUITETO
Me peça o PDF das pranchas: sai um caderno com implantação, plantas, cortes, fachadas e o quadro de áreas, pronto para imprimir e levar à reunião.
Só se quiser um link público para outras pessoas verem sem baixar nada. Nesse caso qualquer hospedagem de site estático serve, mas para uso pessoal é desnecessário.
13 · Comparativo de opções
DECISÕES ABERTAS · IMPACTO NO CUSTO
Quatro escolhas ainda em aberto que mexem no orçamento e no caráter do galpão. Os deltas são sobre a estimativa de referência do memorial; o cenário adotado nas pranchas está marcado como partido atual.
DECISÃO
OPÇÃO A
OPÇÃO B
Cobertura
≈ 380 m² de telhado
CERÂMICA · PARTIDO ATUAL
Telha portuguesa sobre ripamento aparente. Inércia térmica alta, ruído de chuva baixo, casa com o mesmo telhado. Exige ripamento e mais madeira: peso de 55 kg/m².
referência
METÁLICA SANDUÍCHE
Telha-sanduíche com 30 mm de EPS, 10 kg/m². Dispensa ripamento e alivia a tesoura, mas some com o forro de madeira visto de baixo — o oposto do que o projeto celebra.
−R$ 22 mil
Estrutura
11 pórticos · vão 9,60 m
NATIVA SERRADA · PARTIDO ATUAL
Peroba/eucalipto tratado em peças maciças. Aspecto rústico, nós e variação de cor, encaixes de carpintaria. Depende de fornecedor com secagem confiável.
referência
MLC (GLULAM)
Lamelada colada de pinus, seções esbeltas, retilínea e estável, montagem rápida com ferragens aparentes. Leitura mais contemporânea, menos celeiro.
+R$ 48 mil
Movimentação
carga até 2 t
PONTE ROLANTE · PARTIDO ATUAL
Vão 8,80 m, curso 17,70 m sobre trilhos a +5,60. Alcança qualquer ponto da nave, tira motor sozinho. Pede consolo nos pórticos desde a fundação.
referência
TALHA EM TRILHO ÚNICO
Um perfil no eixo da nave, talha elétrica de 1 t. Atende o essencial e libera estrutura, mas só levanta no eixo — não serve a fossa nem ao elevador.
−R$ 31 mil
Piso da nave
≈ 300 m²
CONCRETO POLIDO · PARTIDO ATUAL
Lisa, polida e selada com verniz epóxi fosco. Aguenta macaco e cavalete, disfarça a junta da fossa, reflete a luz cênica. Mancha de óleo pede limpeza rápida.
referência
EPÓXI AUTONIVELANTE
Camada de 2 mm cinza-grafite, impermeável e lavável, cara de oficina de verdade. Risca com peça de ferro arrastada e exige retoque a cada 8–10 anos.
+R$ 27 mil
CENÁRIO ENXUTO
Metálica + talha simples, mantendo madeira nativa e concreto polido.
−R$ 53 mil
PARTIDO ATUAL
Cerâmica, madeira nativa, ponte rolante e concreto polido — o que está desenhado.
referência
CENÁRIO PLENO
Tudo do partido atual, com MLC no lugar da nativa e epóxi no piso.
+R$ 75 mil
Deltas de ordem de grandeza para estudo preliminar, base Indaiatuba/SP, set. 2026, sem BDI. Confirmar com orçamento de fornecedor antes de decidir.
14 · Faixação de piso e sinalização
ESC. 1:100 · PINTURA EPÓXI SOBRE CONCRETO POLIDO
A faixação organiza o galpão sem levantar uma única parede: define onde o carro para, onde a máquina trabalha e por onde se anda com peça na mão. Três cores, uma regra cada — nada de placa a mais.
AMARELO SEGURANÇA
Faixa de 2 cm marcando o perímetro das seis vagas e a zona de máquina da marcenaria. O número da vaga vai estênceis de 40 cm no piso, junto à cabeceira.
AZUL CIRCULAÇÃO
Duas faixas tracejadas de 5 cm desenham o corredor de 1,20 m que atravessa o galpão de ponta a ponta. É a única área que nunca recebe carro nem bancada.
VERMELHO RESTRIÇÃO
Tracejado em volta da fossa, do elevador, do pé do tubo de descida e dos dois extintores. Nada estacionado, nada apoiado.
PLACA DA FACHADA
Chapa de aço corten recortada de 1,80 × 0,45 m sobre a viga do beiral, na frente. Letra caixa-alta condensada, vazada, sombra projetada no tijolo ao entardecer.
NUMERAÇÃO DAS VAGAS
Estêncil de 40 cm em amarelo no piso e, repetido, em chapa esmaltada de 15 cm no pilar correspondente — visível mesmo com o carro dentro.
ARMÁRIOS DO PASSADIÇO
Porta-etiqueta de latão embutido em cada uma das dez portas, com cartão trocável escrito à mão. Envelhece bem e aceita mudança de uso.
TIPOGRAFIA E CORES
Uma família condensada em caixa-alta para tudo. Amarelo, azul e vermelho só nas funções acima; o resto é o preto do ferro sobre a madeira.
15 · Painel de referências
SUAS IMAGENS · O QUE FOI LIDO DE CADA UMA
As referências que você mandou, agrupadas por tema, com a decisão de projeto que saiu de cada grupo. Prancha para levar impressa ao carpinteiro e ao serralheiro — é ela que explica o que os desenhos não conseguem.
A
Madeiramento aparente
TESOURAS · RIPAMENTO · LANTERNIM
A tesoura fica exposta e é o assunto do edifício: peças maciças, encaixes vistos, ripamento aparente sob a telha. Daqui saíram o vão de 9,60 m sem pilar intermediário, a inclinação de 30° e o lanternim contínuo de 30 m que corta a cumeeira.
Tesoura e ripamento aparentesEncaixes de carpintaria à vistaRitmo dos pórticos na naveLuz entrando pela cumeeira
B
Portas de celeiro e volumetria
FOLHAS DE CORRER · X DE MADEIRA · TIJOLO
O galpão passante com duas portas de celeiro alinhadas veio daqui: folha de correr sobre trilho aparente, moldura em X, postigo embutido para entrar sem abrir tudo. A proporção alta e estreita do frontão também.
Folha de correr sobre trilhoMoldura em X e ferragem pretaProporção do frontãoComposição da fachada
C
Passadiço alto e armazenagem
CORREDOR TÉCNICO A +3,60
O passadiço de 1,20 m correndo toda a face da divisa, com armários altos por baixo da linha do olho, é leitura direta destas fotos. Guarda-corpo de ferro e cabo de aço, piso de tábua, acesso pela escada em L.
Passadiço corrido na lateralArmários altos sob o passadiçoGuarda-corpo leve de ferro
D
Tubo de descida
LATÃO Ø 110 mm · PISO AO TELHADO
O tubo de bombeiro atravessa do piso ao madeiramento por um apêndice do mezanino, no lado do jardim — fora da faixa livre entre as duas portas. Aro de ferro no furo e guarda-corpo em três lados.
Tubo e furo no piso superiorTubo no meio do salãoAro e guarda-corpo do furo
E
Oficina, bancadas e ferramenta
MARCENARIA · PAINEL · MÁQUINAS DE FERRO
A marcenaria sob o mezanino segue este espírito: bancada de montagem contra a parede com morsa, painel de ferramentas acima, máquinas antigas de ferro fundido soltas no piso e aspiração por tubo flexível pendurado no teto.
Bancada com morsa e painelOficina com portas abertasMáquinas soltas no pisoFerramenta à vista, ordem visível
F
Fossa de manutenção
TIPO BORRACHARIA · 1,00 × 4,20 m
A fossa fica dentro da vaga 05, sem ocupar espaço exclusivo: degraus na cabeceira, parede revestida, iluminação estanque e tampas de chapa xadrez quando não estiver em uso.
Fossa rasa com degraus e revestimento
G
A casa existente
O QUE O GALPÃO PRECISA RESPEITAR
Tijolo aparente, telha cerâmica, madeira escura e beiral generoso: o galpão repete a mesma paleta e o mesmo telhado, girado 13,5° para acompanhar o alinhamento da casa e da piscina, sem imitar a arquitetura da residência.
Tijolo, madeira e telha cerâmicaBeiral e estrutura aparenteVaranda e relação com a piscinaPaleta da casa ao entardecer
16 · Fundações e piso
ESC. 1:100 · PRÉ-DIMENSIONAMENTO PARA CÁLCULO
Onze pórticos, vinte e duas sapatas isoladas amarradas por baldrame, e um piso industrial de 12 cm dividido em painéis pelos mesmos eixos da estrutura. Os números abaixo são pré-dimensionamento de estudo: quem fecha é o calculista, com a sondagem do terreno em mãos.
SAPATAS DOS PÓRTICOS
Vinte e duas sapatas de 1,20 × 1,20 × 0,45 m em concreto 25 MPa, assentes a −1,20 m, armadas com malha Ø 10 c/ 15 nas duas direções. Carga estimada de 95 kN por pilar, incluindo a reação da ponte rolante.
SAPATAS DO LADO DA PONTE
A fileira da divisa recebe a carga móvel de 2 t da ponte rolante: sapata ampliada para 1,40 × 1,40 e pedestal com espera para o consolo do trilho, chumbada antes da concretagem.
BALDRAME
Viga de 20 × 40 cm ligando todas as sapatas nos dois sentidos, com 4 Ø 12,5 e estribo Ø 6,3 c/ 20. Serve de apoio à alvenaria de tijolo e trava o conjunto contra recalque diferencial.
PISO INDUSTRIAL
Laje de 12 cm sobre lastro de brita de 10 cm e lona de 200 µ. Concreto 30 MPa com tela Q196 dupla, acabamento polido e selador epóxi fosco. Juntas serradas a 1/3 da espessura.
CAIXA DA FOSSA
Estrutura independente da laje: paredes de 20 cm em concreto armado, fundo de 20 cm a −1,60 m, impermeabilização por cristalização e dreno de fundo ligado ao separador água-óleo.
REFORÇO DO ELEVADOR
Sob a vaga 06, bloco de 2,80 × 3,60 m com 25 cm de espessura e armadura dupla, concretado junto com a laje. Chumbadores do elevador posicionados por gabarito antes da concretagem.
Pré-dimensionamento para estudo preliminar, admitindo solo com tensão admissível de 0,20 MPa. Exige sondagem SPT e projeto estrutural assinado antes da execução.
17 · Detalhes construtivos
ESC. 1:20 · COTAS EM CENTÍMETROS
Os quatro pontos que decidem o resultado do galpão: onde a tesoura encontra o pilar, como o lanternim respira, como o trilho da ponte se prende à estrutura e como a porta de celeiro corre. É esta prancha que vai para o carpinteiro e para o serralheiro.
D1Encaixe tesoura / pilar
NÍVEL +6,20 · TÍPICO NOS 11 PÓRTICOS
A perna da tesoura apoia sobre a cabeça do pilar por uma chapa de aço 3/16" dobrada, pintada de preto e deixada aparente — o encaixe é parte do desenho, não algo a esconder. Quatro parafusos M16 passantes com arruela nas duas faces. O corte da perna é a 25°, o mesmo da água do telhado, e sobra 55 cm de beiral além do pilar.
D2Lanternim de cumeeira
BASE +7,97 · ABERTURA 1,10 m · 30 m CORRIDOS
Dois montantes de 16 × 16 cm por pórtico levantam a cumeeira, abrindo uma faixa contínua de 1,10 m de altura por 2,40 m de largura. Veneziana fixa de madeira com tela anti-inseto nos dois lados: entra luz zenital o dia todo e o ar quente sai por convecção, sem exaustor mecânico.
D3Consolo do trilho da ponte rolante
NÍVEL +5,60 · FILEIRA DA DIVISA
Consolo de aço triangular chumbado ao pilar por quatro parafusos passantes M16 com arruela de distribuição nas duas faces, recebendo o perfil W200 do trilho. A espera do chumbador entra no pedestal antes da concretagem — refazer depois custa caro. Carga móvel de 2 t mais impacto de 25 %.
D4Trilho e roldana da porta de celeiro
VÃO DE 5,00 m · DUAS FOLHAS POR PORTA
Trilho de aço aparente parafusado à verga de madeira de 18 × 26 cm, com duas roldanas de Ø 130 mm por folha, espaçadas 90 cm. A guia inferior é embutida rasante no piso, sem degrau na soleira — o carro entra sem trepidar e nada acumula sujeira. Batente de borracha nas duas extremidades do curso.
Detalhes de estudo preliminar. Seções de madeira e chapas a confirmar pelo projeto estrutural; ferragens conforme catálogo do fornecedor escolhido.
18 · Fotomontagem no terreno
FOTO AÉREA JAN 24 · TELHADO EM PROJEÇÃO REAL · ESC. APROX. 1:400
O galpão desenhado sobre a sua foto aérea, na posição que você marcou: paralelo à ala longa da casa, nascendo sobre a horta, com a porta da frente virada para oeste — onde a alameda de acesso chega — e a varanda do fundo apontando para a piscina. Telhado, lanternim, pátio de manobra e prolongamento do acesso estão em escala, medidos pelo lote de 50 × 100 m.
AMPLIAÇÃO · COTAS MEDIDAS SOBRE A FOTO
O QUE A FOTO CONFIRMOU
O gramado a oeste da ala longa cabe o galpão inteiro com folga: dá 9 m até a divisa norte, 6 m até a ponta do beiral da casa e ainda sobra o pátio de manobra de 12 × 11 m na frente da porta de celeiro. O carro entra em linha reta, sem manobra de ré.
O QUE PRECISA SAIR
A horta e o telado ficam debaixo da projeção do telhado — precisam ser realocados, e o canteiro novo cabe a oeste do pátio, no mesmo eixo de irrigação. Um exemplar arbóreo junto à sebe norte fica a menos de 2 m do beiral: avaliar poda de galhos ou supressão com a prefeitura.
ACESSO
A alameda que hoje morre no gramado é prolongada por 62 m em curva suave até o pátio, com 3,50 m de largura e o mesmo paver da casa. Raio interno mínimo de 8 m — passa reboque e caminhão de mudança.
O QUE SE VÊ DA CASA
Das janelas da ala longa aparece só a empena do fundo e a varanda — 9,63 m de cumeeira a 6 m de distância, na mesma linha do telhado da casa. Da piscina, o galpão fica de três quartos, com a varanda de frente: é a face que vale ser bem resolvida.
RESSALVA
Fotomontagem sobre imagem de drone com distorção de lente e sem ortorretificação. Escala derivada do lote de 50 × 100 m — desvio esperado de ±5 %. Recuos e supressão vegetal só se confirmam com levantamento topográfico planialtimétrico.
19 · A casa como referência
FOTOS DO CONJUNTO EXISTENTE · DECISÃO CORRESPONDENTE NO GALPÃO
O galpão não inventa linguagem: repete a da casa. Cada foto sua fixou uma especificação — e é por isso que a construção nova vai parecer que sempre esteve ali.
MADEIRAMENTO APARENTE
A varanda da churrasqueira já tem exatamente o que o galpão vai ter em escala maior: tesouras de madeira maciça à vista, terças, caibros e a telha aparecendo por baixo. O galpão usa o mesmo desenho de tesoura, com vão de 10 m em vez de 6 — e o mesmo tom de madeira tratada.
TIJOLO CHEIO E ESQUADRIA ESCURA
Tijolo aparente assentado à vista, junta rebaixada, sem pintura; esquadrias de ferro pretas com caixilho fino e peitoril branco. As duas faces longas do galpão são desse mesmo tijolo, e a faixa de janelas altas a +4,40 m repete o caixilho preto em módulos de 1,20 m.
TELHA CERÂMICA E PILAR DE TIJOLO
Telha capa-e-canal envelhecida sobre estrutura de madeira, apoiada em pilares de tijolo aparente — a mesma solução da varanda do fundo do galpão, que também recebe carro embaixo. A telha nova deve ser especificada em tom queimado, não vermelho vivo, para casar com a existente.
ALTURA, BEIRAL E PISO EXTERNO
O corpo de dois pavimentos da casa dá a referência de altura: a cumeeira do galpão fica praticamente na mesma linha, o que evita que o volume novo domine o conjunto. Beiral generoso com testeira de madeira e piso externo em paver de barro — repetidos no pátio de manobra.
Fotos do acervo do proprietário, jan 2023 e jan 2024. Tons de tijolo e telha a conferir por amostra física em obra antes da compra do lote de material.
20 · Cronograma físico-financeiro
13 MESES DE OBRA · VALORES EM R$ MIL
Treze meses de obra, mais três de projeto executivo e aprovação antes de virar a primeira pá de terra. A sequência é ditada por dois gargalos: a fabricação da madeira laminada, que leva 8 a 10 semanas de fábrica e precisa ser comprada no mês 2, e a cobertura, que tem de estar fechada antes do piso polido — piso de concreto não convive com chuva.
ETAPA · R$ MIL
M1
M2
M3
M4
M5
M6
M7
M8
M9
M10
M11
M12
M13
Projeto executivo, cálculo e aprovação · fora do orçamento de obra
Serviços preliminares e canteiro
25
Terraplenagem, fundações e drenagem
165
Madeira laminada — fabricação em fábrica
180
Montagem dos 11 pórticos e tesouras
120
Alvenaria de tijolo aparente
150
Cobertura, lanternim e águas pluviais
132
Piso de concreto polido e fossa
124
Ralo linear, separador e soleiras drenantes
58
Cisterna de reúso e ponto de lavagem
42
Mezanino, passadiço, terraço e escada
116
Instalações — elétrica, hidráulica, ar, SPDA
238
Esquadrias, vidros e brises
246
Equipamentos — ponte rolante, elevador, tubo
195
Marcenaria, bancadas e armários do passadiço
139
Churrasqueira, abrigo do compressor, postigo e luz cênica
80
Painel acústico, acabamentos e pintura
81
Acessos, pátio, paisagismo e entrega
45
Administração de obra e encargos · 12 %
256 — R$ 20 mil/mês
DESEMBOLSO MENSAL · ACUMULADO
PRAZO DE OBRA
13 meses
+ 3 de projeto e aprovação
DESEMBOLSO MÉDIO
R$ 184 mil
por mês, obra + administração
PICO DE CAIXA
R$ 287 mil
mês 6 — piso, instalações e cobertura
RESERVA NÃO PROGRAMADA
R$ 239 mil
contingência de 10 %, fora da curva
O QUE TRAVA TUDO
A madeira laminada tem de ser encomendada no mês 2, com projeto estrutural fechado. Atraso aqui empurra os treze meses inteiros — não há como adiantar alvenaria sem os pórticos de pé.
CHUVA
Começar em abril ou maio joga a fundação e a montagem da estrutura na estação seca de Indaiatuba, e deixa o piso polido para depois de fechada a cobertura. Começo em outubro custa cerca de um mês de atraso.
ONDE DÁ PARA PARCELAR
Marcenaria, equipamentos e paisagismo somam R$ 379 mil no fim da obra e podem ser diluídos ao longo de 2 anos sem impedir o uso do galpão — o corpo da obra são os primeiros nove meses.
Cronograma de estudo preliminar, em meses corridos, considerando uma equipe média de 8 a 10 pessoas e fornecimento normal de material. Valores derivados da estimativa paramétrica da prancha 12 e do memorial — a serem substituídos pela planilha do construtor contratado.
21 · Hidráulica, pluviais e reúso
ESQUEMA VERTICAL · SEM ESCALA · COTAS EM METROS
Três circuitos independentes, que nunca se misturam: a água de chuva do telhado vai para a cisterna e volta como água de lavagem; a água que cai no piso da oficina passa pelo separador de óleo antes de sair; o esgoto do banheiro e da copa do mezanino vai para a rede da casa. É essa separação que mantém graxa e solvente fora do solo.
ELEMENTO
DIMENSIONAMENTO
VALOR
Área de contribuição
11,80 × 31,80 m, projeção com beirais
375 m²
Chuva de projeto
Indaiatuba, TR 5 anos, duração 5 min
120 mm/h
Vazão total de projeto
Q = A × i, NBR 10844
12,5 L/s
Calhas — duas, uma por água
seção 200 × 130 mm, declividade 0,5 %
6,3 L/s cada
Condutores verticais
um a cada 15 m de calha, PVC embutido no pilar
4 × Ø 100
Descarte de primeira chuva
2 L/m² de telhado, automático
750 L
Cisterna de reúso
anéis de concreto, tampa e extravasor
15.000 L
Ralo linear da nave
grelha de ferro fundido, piso com caída de 0,5 %
19,90 m
Separador de água e óleo
3 câmaras, caixa de areia e retenção de 0,5 m³
2 L/s
Água fria — alimentação
ramal do reservatório da casa, 40 m
Ø 32
Esgoto sanitário
banho e copa do mezanino, caixa de gordura na copa
Ø 100
QUANTO A CHUVA RENDE
375 m² de telhado em Indaiatuba, com 1.300 mm de chuva anual e 80 % de aproveitamento, dão cerca de 390 m³ por ano — muito mais do que a lavagem de carros e a irrigação da horta consomem. O excedente vai para o dreno do lote pelo extravasor.
POR QUE O SEPARADOR
Oficina lava carro, troca óleo e derrama solvente. Sem a caixa separadora, tudo isso desce para o solo a 40 m do poço e da piscina. A limpeza é semestral, com recolhimento do óleo por empresa licenciada — e é o que permite licenciar a atividade se um dia ela deixar de ser hobby.
A FOSSA DE MANUTENÇÃO
A fossa de 4,40 m tem ralo próprio no fundo, com sifão e ligação ao separador — mas nunca ao pluvial. Impermeabilização em duas camadas e ventilação forçada permanente: gás de combustível é mais pesado que o ar e acumula no fundo.
A CONFIRMAR
Curva IDF oficial de Indaiatuba, cota de saída do dreno do lote, pressão disponível no reservatório da casa e capacidade da fossa séptica existente para receber mais um banheiro.
22 · Acústica e ventilação natural
RUÍDO NA DIVISA E NA CASA · EFEITO CHAMINÉ PELO LANTERNIM · CLIMATIZAÇÃO
23 · Render final
MODELO COMPLETO · MATERIAIS PBR, LUZ E SOMBRA FINAIS
MATERIAIS
Pintura automotiva com verniz nos carros, vidro e cromo em PBR, madeira e tijolo aparente texturizados, inox escovado nas bancadas.
MOBILIÁRIO
Sofá e poltrona com almofadas modeladas e cantos arredondados; mesa, cadeiras e banco de 3 lugares da varanda com espaçamento revisado.
ILUMINAÇÃO
Céu físico, sombras de contato e reflexo de ambiente calculados no próprio modelo — sem fotomontagem sobre foto do terreno.
Capturas do modelo 3D final (prancha 02) nos ângulos-chave da implantação. Substitui o volume de estudo por uma leitura completa de materiais, mobiliário e luz — a mesma cena pode ser reaberta e girada livremente na prancha 02.
24 · Render navegável de alta fidelidade
MESMO MODELO DA PRANCHA 02 · OCLUSÃO DE AMBIENTE, BRILHO E ANTI-SERRILHADO
Pipeline de render elevado: oclusão de ambiente (contato de sombras entre objetos), brilho seletivo (bloom) nos vidros e cromados, anti-serrilhamento SMAA e sombras a 4K — sobre a mesma cena, mobiliário e carros da prancha 02. Exige mais processamento: pode carregar mais devagar em notebooks e celulares antigos.
Duas perguntas práticas: dá para lixar um carro às três da tarde sem incomodar a casa a 6 m, e o galpão fica habitável em janeiro sem ar condicionado. A resposta das duas está no mesmo lugar — nas paredes de tijolo cheio e no lanternim de 30 m.
CAMINHO DO RUÍDO ATÉ A CASA
O NÚMERO QUE IMPORTA
Com as duas portas de celeiro fechadas, a lixadeira de 95 dB(A) chega à fachada da casa em torno de 44 dB(A) — abaixo do limite de 50 dB(A) da NBR 10151 para área residencial diurna, e comparável a uma conversa em voz baixa. Aberta a porta da frente, sobem 12 a 15 dB(A): é a porta, não a parede, que define o conforto.
O COMPRESSOR
Único equipamento que fica ligado por horas. Vai no abrigo externo de alvenaria da face da divisa, com forro absorvente, veneziana acústica e base sobre neoprene — os 85 dB(A) da máquina caem para cerca de 60 dB(A) a 1 m do abrigo e ficam inaudíveis dentro da casa.
VENTILAÇÃO POR EFEITO CHAMINÉ
COMO FUNCIONA
O ar quente sobe 6 m e sai pelos 30 m de lanternim; o ar fresco entra rasante pelos postigos baixos e pelas soleiras drenantes das duas empenas. São 18 m² de saída contra 14 m² de entrada, o que dá cerca de 23.000 m³/h e renova o volume da nave 12 vezes por hora — suficiente para tirar cheiro de tinta e de escapamento sem exaustor.
REVERBERAÇÃO
Concreto, tijolo e telha deixariam a nave com 2,5 s de tempo de reverberação — insuportável para conversar embaixo de um carro. O forro de madeira do mezanino, o painel absorvente sob a laje seca e os armários do passadiço somam 60 m² de absorção e trazem isso para cerca de 1,4 s: ainda vivo, mas inteligível.
CLIMATIZAÇÃO ATIVA
Dois exaustores eólicos giratórios na cumeeira do lanternim, sem consumo de energia, complementam a ventilação por efeito chaminé em dias sem vento. Três ventiladores de teto industriais de 1,20 m no eixo da nave (entre os pórticos 3, 6 e 9) forçam a circulação do ar sobre as vagas e a bancada, reduzindo a sensação térmica sob o telhado metálico nos dias mais quentes.
RESSALVA
Estimativas por cálculo simplificado — lei do inverso do quadrado, Rw de catálogo e fórmula de Sabine. Medição em campo e ensaio de vedação das portas só na fase executiva. Ventilação calculada para dia de vento nulo; com vento a favor o desempenho melhora.